ESTA PÁGINA É DEDICADA AOS MEUS QUERIDOS
ALUNOS
"Não há nada que seja
maior evidência de insanidade do que fazer a mesma
coisa dia após dia e esperar resultados diferentes.
"
- Albert Einstein -
COMEÇANDO A VER A
LUZ
Vários anos atrás,
num feito incrível de pensamento lateral, o engenheiro
elétrico Igor I. Smolyaninov deduziu as propriedades das ondas
eletromagnéticas ao utilizar as teorias da física sobre
máquinas do tempo. O professor da
Universidade de Maryland estava estudando o que iria se tornar
uma das áreas mais atraentes da ciência de materiais: a
plasmônica, na qual a luz é transformada de onda
tridimensional (um fóton) em onda bidimensional (um plasmon) ondulando, por exemplo, na lateral de uma folha
de metal. Se você colocar uma pequena gota de líquido na
folha, os plasmons ficam presos - da mesma forma que fótons
num buraco negro. Na verdade, o buraco pode ser usado para
criar um análogo a uma máquina do tempo e gerar todas
as contradições familiares a fãs de ficção científica.
Smolyaninov argumentou que, se máquinas do tempo não
funcionam, seus análogos também não deveriam funcionar, e com
base nisso ele tirou conclusões sobre o comportamento
das ondas. Ele e seus colegas usaram agora o análogo do
buraco negro de pequena gota de líquido para criar um
microscópio que pode ver detalhes menores do que o comprimento
de onda da luz iluminadora - um feito que os livros escolares
de física costumavam afirmar ser impossível. A chave é que os
plasmons têm um comprimento de onda menor do que os dos fótons
dos quais foram convertidos, então eles respondem a
características mais finas. A equipe de Smolyaninov usou luz
de laser com um comprimento de onda de cerca de 500 nanômetros
para gerar plasmons com um comprimento de onda de 70 nanômetros. Eles focaram uma gota de glicerina para
formar uma imagem 2-D, que foi vista num microscópio ótico
regular. Como a plasmônica, a ciência relacionada dos
metamateriais - a criação de átomos com propriedades óticas
diferentes das de qualquer átomo natural - é a entrada para um
mundo tão fantástico que qualquer um pensaria se tratar
meramente de ficção. Mas não é. Nesta primavera [editor], John
B. Pendry, do Imperial College de Londres, junto com David
Schurig e David Smith da Universidade de Duke, e, de forma
independente, Ulf Leonhardt, da Universidade de St. Andrews na
Escócia, previram que uma cobertura de metamateriais poderia
redirecionar a luz incidindo em torno de um objeto e torná-lo
invisível. Os pesquisadores de Duke demonstraram uma
"capa de invisibilidade" em outubro. Nader Engheta, da
Universidade da Pensilvânia, e seus colegas propuseram um
conjunto padronizado de componentes plasmônicos semelhantes a
resistores, capacitores e indutores, que iriam permitir aos
engenheiros construir circuitos usando a luz em vez
da eletricidade. Em breve o fantástico mundo dos plasmônicos
poderá ser encontrado na loja de eletrônicos mais
próxima.
Por George Musser
FONTE: Scientific
América Brasil
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